Doenças que mais aposentam no INSS: O que o vicentino precisa saber
Advogada, vicentina e articulista do Boletim Brasileiro, Nayara Fernanda, explica como ajudar quem não consegue mais trabalhar por motivos de saúde a buscar aposentadoria

Na nossa caminhada junto aos mais necessitados, é comum encontrarmos assistidos que, devido a problemas graves de saúde, não conseguem mais prover o sustento de suas famílias. Compreender como funciona a Aposentadoria por Incapacidade Permanente (antiga aposentadoria por invalidez) é uma ferramenta de caridade prática e justiça social.
O INSS não aposenta por “doença” simplesmente, mas pela incapacidade total e definitiva que aquela condição gera para o trabalho. No entanto, as estatísticas mostram que certos grupos de patologias são os principais responsáveis pelo afastamento definitivo dos brasileiros.
Os vilões que afetam a capacidade de trabalho
1. Transtornos Mentais e Comportamentais
Atualmente, a depressão, a ansiedade grave e o transtorno bipolar ocupam o topo das causas de afastamento. O estresse crônico e o esgotamento profissional (Burnout) têm levado muitos trabalhadores ao colapso, exigindo um olhar atento dos Confrades e Consócias para o apoio emocional desses assistidos.
2. Doenças do Sistema Osteomuscular
As famosas “dores nas costas” e problemas nas articulações são causas recorrentes. Hérnias de disco, osteoartrite e lesões por esforços repetitivos (LER/DORT) afetam especialmente aqueles que exerceram trabalhos braçais pesados ao longo da vida.
3. Doenças Cardiovasculares
A hipertensão grave e as sequelas de Infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) representam uma parcela significativa das aposentadorias. Muitas vezes, a pessoa sobrevive, mas as limitações físicas e motoras impedem o retorno às atividades habituais.
4. Neoplasias (Câncer)
O tratamento oncológico é agressivo e, em casos avançados, a recuperação plena para o mercado de trabalho torna-se inviável. Vale lembrar que, para casos de câncer, o INSS dispensa o período de carência (mínimo de contribuições exigidas para o benefício), agilizando a concessão.
O papel da Perícia Médica
Para que o direito seja garantido, o assistido deve passar pela perícia médica federal no INSS. Como vicentinos, podemos orientar que o segurado leve todos os laudos, exames atualizados e, principalmente, um relatório médico detalhando porque aquela doença o impede de trabalhar. Não basta o diagnóstico, é preciso provar a incapacidade.
Informação adequada como gesto de Caridade
Muitas vezes, a pobreza extrema começa com uma doença não amparada pelo Estado. Ao orientarmos um assistido sobre seus direitos previdenciários, estamos praticando a “Rede de Caridade” que Frederico Ozanam tanto pregava. Que possamos ser não apenas mãos que entregam o alimento, mas também mentes que orientam e corações que acolhem o sofrimento alheio.
Por que buscar orientação previdenciária
Muitos segurados têm histórico fragmentado de trabalho, com contribuições intercaladas e vínculos informais. Isso torna o processo de aposentadoria mais complexo.
Se você conhece alguém que cuidou ou cuida de um parente doente, oriente sempre a regularizar suas contribuições e procurar orientação profissional.
Por Nayara Fernanda
Conferência Santo Antônio, de Governador Valadares/MG



